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Zombieland - Assustadoramente divertido

  Hoje em dia é tão dificil me fazer ir ao cinema para ver uma comédia que eu nem lembro quando foi a ultima vez. Parece que voltamos ao tempo do pastelão, só que com menos inteligência e mais conotações sexuais. O gênero "Besteirol Americano" vem dominando a indústria e despejando quase que anualmente os American Pie's e Todo mundo em pânico da vida onde apesar de cada um ter uma coleção de sequências, eu não consegui ver a graça de nenhum. E o que dizer do terror? O estilo "Terror Imbecil" que antes lançava manés como Jason's e Freddy's (e depois ainda os botava pra brigar) agora lança Samaras e Toshios que continuam não assustando ninguém. Mas recentemente vi um trailer que me chamou muita atenção, ele mostrava um universo apocaliptico dominado por zumbis onde 4 sobreviventes se tornaram caçadores de mortos vivos e vagavam pelo mundo buscando um refúgio, tudo com muito humor e crueldade com os comedores de carne humana. Era Zombieland de Ruben Fleischer, eu sempre fui fã inveterado de filmes de zumbis como os de George Romero (A noite dos mortos vivos) por achar que eles transmitem muita emoção e mantem sempre o expectador com a adrenalina alta, porém devemos admitir que eles nunca são lá muito criativos. Em Zombieland a coisa muda, foi como pegar tudo de bom que há em alguma coisa ultrapassada e aproveitar em uma idéia nova.

   A narrativa começa quando Columbus (Jesse Eisenberg), um nerd que vive fugindo dos zumbis, encontra Tallahassee (Woody Harrelson) e pega com ele uma carona para sua antiga cidade natal, no caminho eles encontram as irmãs Wichita (Emma Stone) e Little Rock (Abgail Breslin). E esse pequeno elenco relativamente desconhecido dá um show, com a ajuda de personagens muito bem compostos, produzem pelo menos uma gargalhada a cada cena.O filme é cheio de piadas americanas, mas também muito divertido ver a crueldade com que os mortos vivos são exterminados, parece que a ótica do gênero foi invertida assim: caçadores são humanos, os zumbis as presas. Técnicamente o longa também arrasa, a maquiagem é perfeita, a fotografia é show e há um lance de cumplicidade com o expectador magnifico: no inicio do filme são exibidas algumas auto regras do protagonista, e durante toda história são mostradas em computação gráfica essas regras a medida que vão sendo cumpridas. Fora isso há tambem um inocente romance (é Hollywood né?), um forte tom politicamente incorreto (pode levar as crianças, mas não as muito pequenas) e uma cômica participação de Bill Murray (Os Caça Fantasma) interpretando ele mesmo. No geral eu classifico como um filme muito bom, não digno de algum prêmio ou algo assim, mas perfeito para alugar em um fim de semana e se divertir. A Sony Pictures já prometeu estudar uma sequência e ainda por cima em 3d, vale a pena esperar.



11h55 |




   Caros leitores e leitoras, escrevo hoje comemorando uma importante marca. Segundo o site Ferramentas Blog o tempo médio de sobrevivência de um blog é de apenas 90 dias e como eu estou vivo e vocês estão lendo isso (espero que alguem leia), nós ultrapassamos as expectativas! Apesar de poucos comentários e do bug no Internet Explorer, até que estamos indo bem. Bom, vamos ao que interessa.
   O ano de 2010 mal começou e o mundo audiovisual já esta uma bagunça. Robert Downey Jr ganhou o Globo de Ouro (ô povo tendencioso), Avatar está fazendo James Cammeron mais rico, Salve Geral está fora do Oscar (=(),  começou outro BBB e finalmente perceberam que é um crime deixar Sam Raimi dirigir O Homem Aranha. Porém nada disso será falado aqui hoje, embora seja tentador voltar a meter o pau no BBB, vou por para fora algo que está na minha cabeça há algum tempo.
   Já aconteceu de antes mesmo de ver um filme você ter a certeza de que ele é bom? E depois de vê-lo, você teve a impressão de que ele não era tão bom assim? Isso acontece muito no cinema. Já vi diversos titulos, diretores e atores altamente superestimados pela imprensa sendo considerados gênios pelo público uma vez que ninguém ameaça discordar do "4ª poder". O maior exemplo disso são os clássicos, quem ousa dizer que Cidadão Kane não é o melhor filme já feito? Ou que Laranja Mecânica é o melhor filme de Kubrik? Pior! Quem tem coragem de dizer que não gostou de Pulp Fiction? Na certa seria execrado por uma massa que sempre usa a mesma afirmação: "Se não gostou é por que não entendeu". Como se gostos e impressões pessoais fossem nada ou uma obra fosse uma espécie de esfinge que trocou o lema “Decifra-me ou devoro-te!” por "Goste de mim ou seja burro". A prova viva de tudo que falo chama-se  Quentin Tarantino (aclamado por 11 entre 10 adolecentes em fase de auto afirmação cinéfila), a maioria das pessoas não compreendem seus filmes, mas tem vergonha de dizer isso e como todos falam que é genial, elas acabam "achando" também. Há anos pesquiso cinema e uma coisa que descobri foi que não é necessário gostar de filme a ou filme b para se entender da sétima arte, sempre exponho minha real opnião sobre um trabalho porque entender de cinema é reconhecer a arte em uma obra bem feita. Então o conselho que trago em 2010 é que consumam bastante cultura e respeitem principalmente, suas próprias opiniões.



22h33 |




Mãe, deixa eu ser estrela de cinema?

Caros e raros leitores, não se enganem em achar que assisti o filme do qual vou comentar agora, e nem precisaria para saber que virá repleto de clichês, falsas mensagens positivas e tentativas de autopromoção. Falarei hoje sobre Xuxa e o mistério de Feiurinha, de Tizuka Yamazaki, mais uma cicatriz para a já envelhecida e enrugada face do cinema nacional. Pelo visto a Xuxa gosta de nos transportar para mundos imaginários, mundos fantásticos onde não é preciso ser ator para estrelar um filme, onde é possivel se gastar milhões em uma produção - que não vai agregar nada ao patrimônio cultural do país - e ainda chamar os amigos para "aparecerem" um pouquinho. Nas minhas outras experiências com os filmes da loira, lembro de muita música (para esconder os buracos do roteiro), muitas crianças (daquelas que nem de longe lembram crianças) e muitas mas muitas interpretações ruins. É o que acontece quando se faz um filme onde a missão do cinema (o entretenimento) é esquecida e o que toma seu lugar é a necessidade de se promover e promover amigos já mais que promovidos pela mídia. Alguém já viu um filme da Xuxa que não trouxesse seu nome no título? (Amor estranho amor não conta) Curiosamente ela gosta de exibir o selo Xuxa Produções ao fim das propagandas do longa na TV, e alguém já viu algum filme da Xuxa Produções que não trouxesse a apresentadora na capa? Acho que não. O cinema para ela é apenas uma diversão, um meio de brincar de princesa com a sua filha e suas amigas. Mas agora vem o melhor, o dinheiro, aquele que faz a Globo Filmes entrar no negócio e nos enfiar, goela abaixo,  inúmeras propagandas do filme e milhares de "reportagens" sobre a produção. Não há negócio mais rentável do que a Xuxa nas telonas.A revista Movie deste mês publicou um ranking com os 20 maiores sucessos do público do cinema nacional de todos os tempos, e a loira aparece não menos que 5 vezes! Somando um total de 11.618.800 expectadores! Então, achamos a fórmula perfeita: podemos fazer filmes muito baratos, sem pensar muito, que vão promover somente a nós mesmos e nossas panelinhas e ainda encher os bolsos de dinheiro. O custo? Ah, só a morte da criatividade e da cultura do povo...besteira.

  E o que falar de Sasha? A menina que ganha de aniversário um príncipe e de natal estrear nos cinemas? Para falar a verdade, muito me espanta que ela já tenha aprendido a falar, pois deve ter umas cinco pessoas só para fazer isso por ela. Posso falar pouco sobre a pequena pois ainda não vi sua desenvoltura, mas nas fotos que pesquisei para montar esse artigo ela aparecia nas "senas" com uma tremenda cara de paisagem, tipo meio alheia ao que tava acontecendo ali. Agora, por favor, quem aguentar assistir ao filme me conta depois como é, que o meu tempo eu não perco.

 



15h17 |




Homenagem de 2009 - John Hughes, o gênio da sessão da tarde.

  Em 2009 o cinema, a tv e a música sofreram muitas baixas. Diversos ídolos como David Carradine, Michael Jackson e Farrah Fawcett foram dessa pra uma melhor (assim espero), O Televisionário escolheu um homem em meio a tantos nomes para homenagear: John Hughes. Sim é esse da foto aqui ao lado com cara de nerd e topete estilo Galo da Campina, quando se falar em cinema dificilmente alguem vai citar seu nome, mas se o assunto for  juventude certamente seus filmes serão lembrados. John escreveu, produziu e dirigiu dezenas de longas que marcaram época como: Curtindo a vida adoidado, Mulher Nota 1000, Esqueceram de Mim, Milagre na Rua 34 e muitos outros. Se você tem mais de 18 com certeza algum desses filmes foi especial para você, mas acontece que esse gênio responsável por tantas realizações maravilhosas nos deixou em 6 de agosto deste ano e levou consigo uma capacidade absurda de compreender uma geração e produzir para ela. Hughes fazia filmes que tornavam reais desejos profundos da juventude das decadas de 80 e 90 como um dia simplesmente matar a aula e ir se divertir ou ate mesmo ficar sozinho em casa sem ninguém da familia para perturbar, tudo isso com um humor perfeito e uma pequena dose de moral. Os personagens são elementos que se tornaram inesquecíveis em suas películas, quem não se lembra de Ferris Bueller, Kevin McCallister e A Malandrinha? Todos tinham habilidade de se tornarem ídolos porque eram engraçados, inteligentes e politicamente incorretos.

  Em meio a suas comédias John Hughes era também um crítico, o tema preferido dos seus filmes era a escola, essa instituição onde os jovens passam um terço da vida. Ele gostava de mostrar como a escola pode ser maravilhosa ou infernal, como maus profissionais em seu comando podem torná-la uma inimiga e principalmente como ela ainda é atrasada e desperta pouco interesse nos adolescentes. Seus heróis traziam tambem um grande desprezo por preocupações, numa sociedade onde o jovem fica preocupado com seu futuro cada vez mais cedo, os garotos de Hughes não estavam nem aí para a hora dos Isteitis, só se preocupavam com frivolidades, carros e dar uma volta por Chicago. Por que? Não sei, mas talvez a juventude prescisava disso, presciva ver as loucuras que nunca poderia fazer. Com essa singela homengem nos despedimos do homem que conquistou uma geração: John Hughes, O Gênio da sessão da tarde.

 

Escrito por: Pedro Henrique Gonçalves.
Saudações Hexa Rubro Negras.



13h40 |




Ó Pai Ó!

   Na sexta passada resolvi me despir de meus preconceitos contra o "humor" global afixados por programas como: Zorra Total, Casseta & Planeta e outros. Fui assistir a série Ó Pai Ó,  não tinha muitas esperanças que pudesse fazer mais que o filme, mas fui surpreendido! No quisito provocar gargalhadas o produto não deixou a desejar, o roteiro é muito bem composto de uma narrativa simples e original. No quisito arte eles deram show, as cores são muito bem empregadas e há uma riqueza cultural e de detalhes de se impressionar até aos mais observadores. Mas o fote do programa sem dúvida é o texto, os dialogos são rápidos e rasteiros que aliados a intpretação de um elenco competente e com timing deixam o telespectador sempre ligado. Não é necesário recorrer à bordões muito menos piadas velhas como fazem os similares do genêro, a parte cômica se sustenta com pequenas coisas e até apenas em um diálogo, provavelmente uma cortesia de Guel Arraes (O Auto da Compadecida) que faz isso como ninguém. Sobre o elenco, esse não poderia ter vindo melhor, tem como reforço Lázaro Ramos e Matheus Nachtergaele que já provaram seu valor inúmeras vezes (exceto pelo Foguinho de Cobras e Lagartos, aquilo foi péssimo) mas o destaque na minha opnião vai para Érico Brás que interpreta Reginaldo, ele demonstra domínio do personagem e transmite um carisma muito grande mais ou menos como o resto do elenco. Então vale a pena continuar assistindo Ó Pai Ó e observar se o mesmo padrão de qualidade será mantido.

Caminho das Índias vece o Emmy de melhor novela.

No dia 8 de outubro comentei aqui sobre a indicação de Caminho das Índias ao Emmy de melhor novela. Pois bem, nessa segunda feira (23 de Novembro) foi anunciada a vitória do folhetim, é a primeira vez que uma novela brasileira ganha o prêmio e a quarta de uma produção nacional. Vale lembrar que "CDI" derrotou duas novelas filipinas e uma francesa.

 

 

 

Escrito por: Pedro Henrique Gonçalves
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18h57 |




Top 7 - As melhores cenas musicais do cinema!

  Existem filmes que marcam a nossa vida com uma frase, uma cena, um ator ou uma música. Essa última é muitas vezes o fator chave no sucesso de uma produção, uma boa melodia aliada à uma montagem de cenas bem escolhidas podem fazer um filme ser eternizado ( quem não se lembra de Ferris Bueller cantando Twist and shout em Curtindo a vida adoidado?). Hoje vou publicar as minhas 7 favoritas. Assistam, relembrem e comentem as suas no final!

 

7ª Lugar - Aquarius (Hair, 1979)

O musical Hair de 1979 tem inúmeras cenas inesquecíveis mais essa sem dúvida é a que eu gosto mais. Os personagens, que são hippies, dançam e provocam à polícia e aos ricos no Central Park. O filme fala de Claude (John Savage), um jovem que foi recrutado para a guerra do Vietnã e um dia antes da partida conhece o grupo "riponga" que lhe ensina lições de paz e amor. A direção vem a cargo de Milos Forman e é um daqueles "vamos criticar a sociedade!". Assista a cena aqui.

 


6ª Lugar - Por una cabezza (Perfume de mulher, 1992)

Em Perfume de Mulher é dificil lembrar de qualquer outra cena que não seja essa, o coronel Frank Slade (Al Pacino), que é cego, tira uma moça (Gabrielle Anwar) para dançar o Tango "Por una Cabezza" de Carlos Gardel. A cena é elegância pura, o cara dança mais que eu que enxergo (se bem que isso não é nada dificil). O filme que é dirigido por Martin Brest é sensacional e rendeu a Al o oscar de melhor ator (merecidamente). Assista a cena aqui!

 

5ª Lugar - Chopsticks (Quero ser grande, 1988)

Esse filme tem exatamente a minha idade, e fez parte da infância de milhões de pós adolescentes atuais. Quero ser grande (big) conta a história de um garoto de 12 anos que após de sofre com o preconceito contra pirralhos, pede à uma máquina de desejos que o transforme em um adulto. Ele vira nada mais nada menos que Tom Hanks, e usa a inocência e a visão infantil para cnseguir um emprego importante em uma loja de brinquedos. Parece bobo? mas rendeu indicações ao Oscar para "Melhor roteiro original" e "Melhor ator" para Hanks. Na cena Tom e seu chefe tocam "Chopsticks" (♪ me dá, me dá, me dá. Dá Danoninho dá...♫) com os pés em um piano que fica no chão. É muito legal e é possivel ver centenas de imitações no YoutubeAssista a cena aqui.

 

4ª Lugar - Raindrops keep falling on my head (Butch Cassidy, 1969)

Uma bicicleta nunca foi tão bem usada em um filme quanto no clássico do genêro Western, Butch Cassidy (Butch Cassidy and the Sundance Kid). Nesse magnifico momento do cinema é possivel ver o saudoso Paul Newman, que nos deixou ano passado, andar e fazer acrobacias com Katharine Ross na garupa ao som de Rain drops keep falling on my head de B.J. Thomas. Assista a cena aqui.

 

3ª Lugar - Príncipe Ali (Aladdin, 1992)

Entre as animações Disney é dificil escolher a que nos proporciona a melhor cena desse tipo. Mas sem Dúvida quando Aladdin entrou em Agraba como príncipe Ali Ababwa, era criado mais um momento incrível do cinema. A montagem da cena é perfeita, um colorido vivo e bonito, a musica é impolgante como só é visto nos filmes dos estúdios Walt Disney. Aladdin foi dirigido por Ron Clements e tem muitas outras cenas músicais.  Veja a cena dublada aqui.  //  Veja a cena original aqui.

 

 

2ª Lugar -I say a little prayer for you (O Casamento do meu melhor amigo, 1997)

  Está aqui mais um clássico da sessão da tarde, em O casamento do meu melhor amigo (My Best Friend's wedding) Julia Roberts vive uma mulher bem sucedida que tem um ataque de ciumes ao saber que seu melhor amigo, Michael (Dermot Mulroney) vai se casar. Essa cena é muito legal, Todos estão em uma mesa almoçando quando derrepente George (Rupert Everett) mente sobre como conheceu a personagem de Julia e canta a musica I Say a little prayer for you sendo acompanhado por todos à mesa.  Assista a cena aqui.


1ª Lugar -Can't Take my eyes off you (10 coisas que eu odeio em você, 1999)

Finalmente chegamos ao primeiro lugar e ele não poderia ser dado à qualquer um, escolhi então essa maravilhosa cena de 10 Coisas que eu odeio em você (10 Things I Hate About You), onde o imortal Heath Ledger canta o sucesso dos anos 60, Can't Take my eyes off you, para Julia Stiles. O Filme é apenas mais uma comédia romântica americana, mas mostra o começo de bons atores atuais. Inspirado em " A megera domada" de Shakespeare, 10 Coisas Que Eu Odeio em Você é dirigido por Gil Junger e é um dos filmes mais divertidos do genêro.  Assista a cena aqui.

 

 

 

Escrito por: Pedro Henrique Gonçalves.
Concorda? discorda? quer mostrar sua própria lista? Comente!



18h08 |




Crítica - Distrito 9

Cartaz promocional de Distrito 9   A crítica chega com um pouco de atraso (tive un$ problema$) mas talvez ainda te ajude a programar seu fim de semana. Estava ancioso por faze-la, parecia que Distrito 9 do diretor estreiante Neill Blomkamp seria o melhor filme do ano, então fui ao cinema ontem para checar se todo esse alvoroço que criaram em cima do longa se justifica. Prepararam uma campanha de marketing poderosa para divulgar a produção, as cidades foram infestadas de avisos contra ETs, a internet trazia diversos jogos e promoções e criaram até um numero de telefone para se denunciar não-humanos fujões (é, eu liguei...). Tudo isso, aliado ao grande nome por trás do filme; Peter Jackson ( O senhor dos anéis) criou um clima de expectativa em cima da película. Quando saí do cinema a narrativa estava bem clara na minha cabeça, mas eu esperava mais.

  O filme se passa em Joanesburgo, capital da África do Sul, onde somos apresentados a uma nave espacial que está ali no céu há 20 anos, ela trouxe centenas de visistantes extra-terrestres que lembram muito crustáceos e ao contrário dos seus antecessores cinematográficos não vieram para roubar, matar e destruir... Neill nos mostra uma espécie de documentário onde os entrevistados tem uma função: Narrar e explicar a história, genial e funciona muito bem. Outro ponto positivo é o conceito( um outro nome pra erro de propósito) nas camêras, elas tremem e as vezes aparecem ajustando o foco como se tivessem sendo seguradas por um amador mesmo. Aos poucos vamos conhecendo os personagens importantes para a narrativa, Wikus Van De Merwe (Sharlto Copley) é o protagonista e mais tarde conhecemos o mentor Christopher, um não-humano que conhece um segredo sobre a nave. Daí pra frente é só xaropada, é um tal de "motherfucker", "What the fuck", "fuck you", "release me motherfucker"que te dá impressão que Wikus só sabe gritar isso. O roteiro se desenrola de forma lenta e não empolga, ficou claro que Neill Blomkamp está fazendo uma crítica ao Aphartheit (antigo regime de segregação racial da África do Sul) ao demonstrar o desprezo com que as autoridades (todas brancas) falam dos aliens. Os efeitos visuais são muito bons, se tem uma coisa que o diretor sabe fazer é isso, ele tem uma empresa de computação gráfica que trabalha junto com a Wingnut (produtora de Peter Jackson) famosa pela exuberância nos efeitos, não seria no seu próprio longa que ele faria feio... Quando a trama vai quase se fechando chegamos ao seu clímax e deixamos de sentir raiva de Van de Merwe, nos ajeitamos um pouco na cadeira e somos presenteados com alguma cenas emocionantes. O final sugere uma continuação, o que sem duvida cairia muito bem pois uma infinidade de coisas não foram exploradas como se deveria. O motivo de eu dizer que não fiquei satsfeito foi justamente isso, fui ao cinema achando que o gênero Extraterrestre seria revolucionado, que receberiamos verdadeiras lições de humanidade com os "não-humanos" e no fim foi mostrada uma realidade onde os nós eramos irracionais e eles mais ainda! Apesar de tudo ainda considero um bom filme, diferente, original e mostra que podemos esperar muito de Neiil Blomkamp. Mas eu já esperava mais...

 

Escrito por: Pedro Henrique Gonçalves.
Comente e sua opnião será muito bem vinda!



19h18 |




Superpovão

   Cheguei cedo da faculdade essa semana e fui asistir um pouco de TV, motivado pelas aventuras de "Quequeílson" no Casseta & Planeta resolvi dar uma zapeada. Apertava sem muito animo os botões do controle remoto até que cheguei ao fatidico Superpop com Luciana Gimenez. Os caros e raros leitores devem estar pensando: "Cara, você não tem o que fazer", quem dera isso fosse verdade, comecei a assistir o programa unicamente com o intuito de escrever este post e lhes digo uma coisa: Nunca foi tão dificil escever um post. O produto além altamente fraco de conteúdo tem uma estética pavorosa, o cenário mistura as cores roxo e rosa com detalhes em preto lembrando uma espécie de cripta de um vampiro com muito mal gosto! A arte gráfica segue o mesmo modelo pobre com o já batido GC (aquela faixa na parte de baixo da tela dando informações sobre programa) novamente insistindo no roxo fazendo um horripilante Tom sur tom. A apresentadora por incrivel que pareça, não é a pior coisa do programa (apesar de parecer lutar por esse titulo) é curioso ver como o processo televisivo parece novo para ela apesar de já estar no ar há anos, em 5 minutos de programa ( o que já é muito pra quem assiste) é possivel ver a "comunicadora" conversar com o ponto, cometer erros de português, interromper os convidados e mostrar a veia jugular do lado esquedo do pescoço... Mas até ae tudo bem, uma boa pauta nos faria esquecer de tudo isso, mas cadê ela? Eu não achei, o que vi foi mais uma vêz a RedeTv! falar sobre um surto psicótico de Rafael Ilha (ex dançarino e cantor do grupo Dominó) e nos dar mais uma oportunidade de fazer o trocadilho: "Rafael Pilha" (ele engoliu uma pilha em uma crise de abstinência narcótica ha alguns anos). Ali na cadeira dos convidados estava quem? O arauto do sensacionalismo... O titã do jornalismo marrom... Nelson Rubens. E daí pra frente foi só baixaria: enxurradas de meias verdades, toneladas de exibições de falta de ética e diluvios de interrupções mutuas. Em meio a isso consegui ver um talento, era o diretor de corte que precisava ter um dedo muito rápido para cortar toda vez que a apresntadora interrompia a fala de algum convidado.

  O Nome do programa parece ser uma provocação, Superpop se tivesse uma tradução seria algo como: "muito popular". Popular não no sentido de "comum" ou "famoso" mas no sentido contrário de "erudito" ou seja: Feito para o povão. As classes C, D e E que formam o publico alvo do produto e receberam esse feio apelido, tem como caracteristica a pouca vontade de pensar frente a TV e o baixo interesse por informação relevante, daí então vem as pautas tão frivolas. Esse emburrecimento em massa não é criação do Superpop tampouco da RedeTV, com o surgimento da "Nova Classe Média" houve a necessidade produzir para as classes C e D que agora lideravam o mercado. Mas as emissoras preferem acreditar que estão dando o que as pessoas querem, quando na vedade as estão educando (só que de forma negativa). Se ao invés de Superpop fossem exibidos programas de qualidade? programas construtivos? Tenho certeza que ninguém ia querer saber da vida do Rafael (P)Ilha...

 

Escrito por: Pedro Henrique Gonçalves.
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16h34 |




Cinema - 5 rápidas noticias comentadas.

   Bom, gostaria de estreiar um novo "quadro" aqui no Blog. Volta e meia trarei noticias sobre cinema ou TV comentando um poquinho sobre cada uma. Espero que gostem e que seja útil.

 

   1- Walter Salles em Hollywood - O cineasta brasileiro (Central do Brasil e Diários de Motocicleta) vai dirigir uma adaptação de um livro norte americano chamado American Rusty,  o livro conta a historia de mineradores que se envolvem em um crime enquanto correm atrás de seu sonho. É muito bom ver o nome do Brasil em Hollywood, agora é torcer pra que ele repita os brilhantes trabalhos das produções anteriores.

   2- Entrando numa fria 3 -  A universal não só confirmou a terceira sequência da comédia como ainda contratou Jéssica Alba e Laura Dern para o elenco. Agora seremos apresentados ao filho do personagem de Ben Stiller, Fornika Focker. Os atores Owen Wilson, Robert De Niro, Dustin Hoffman e Barbra Streisand já confirmaram presença. Se depender do talento dessa galera pra comédia, o terceiro não vai decepcionar. O longa começa a ser produzido em breve e tem previsão para 2010.

3- Jude Law e Robert De Niro em Thor - Tá rolando ae um boato que os dois atores já estariam no elenco da adaptação do clássico dos quadrinhos. Espero sinceramente que seja verdade pois como fan de Thor e dos dois atores rola sempre aquela expectativa pra ver o que eles fariam...

4 - Miley Cirus em Sex and the city 2 - Pra quem não sabe, a tal é a atriz de Hannah Montana e vai fazer uma rápida participação no longa de Michael Patrick King. Na minha opinião isso é meio arriscado pois pode comprometer a atriz que vive em seu seriado uma pré adolecente inocente, entre outras coisas envolvida em confusões amorosas juvenis. O que é bem diferente da proposta do filme que fala abertamente de sexo e relacionamentos adultos. Sex and the city 2, baseado em uma série de TV homonima, esta sendo rodado em Nova Iorque e tem previsão de estréia em maio de 2010.

5- Distrito 9 é um sucesso de bilheteria - O inovador filme de Neill Blomkamp já é um sucesso nas bilheterias americanas conquistando 37 milhões (o filme custou 30), o longa deixa de ser uma "aposta" do produtor Peter Jackson e projeta o diretor sul africano no mercado. O filme aborda uma invasão alienigena sob uma ótica diferente, em breve uma critica aqui no Blog.

 

Escrito por Pedro Henrique Gonçalves.
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21h51 |




Crítica - Bastardos Inglórios

Falar bem de Quentin Tarantino nunca foi novidade, mas hoje é a minha vez! Até então já tinha visto um monte de adolescentes metidos a cult dizendo que gostavam de seus filmes sem nem mesmo entendê-los, só por que gostar de Tarantino te faz cool. Neste sábado(10/10) fui ao cinema assistir "Bastardos Inglórios" com grandes expectativas e uma pergunta na cabeça: "Quentin é um bom diretor?". Como roteirista ele já provou que é fera e mandou muito bem dirigindo "Pulp fiction" e "Kill Bill", mas se dirigi-se um filme diferente? Se ficasse longe de suas referências à culturas populares como quadrinhos e filmes westerns? Será que se sairia bem? A resposta, caros e raros, leitores é: SIM!

  Bastardos Inglórios é o filme que me deu prazer em ir ao cinema esse ano. Logo de começo já mostra uma fotografia impressionante, a angulação e o movimento das camêras é perfeito. As interpretações são emocionantes, com destaque para Christoph Waltz, que representou o coronel Hans Landa; É incrível o sentimento que o personagem nos provoca, a todo momento você espera que ele vá cometer alguma atrocidade, no entanto ele é sempre sereno e demonstra uma falsa compaixão que comove. É inútil dizer que Brad Pitt realizou mais uma vez um grande trabalho, mas dessa vez acho que se superou. Dominou o personagem assim como fez com Tyler Durden, Benjamin Burton e Rusty Ryan; seu personagem, Aldo Raine, é um tenente judeu do exército americano descendente de Apaches. Brad deu vida a aquele homem, não se parecia com nada que eu havia visto, tinha um sotaque do Tenesee que dava um ar cômico às cenas. O roteiro nos trás uma narrativa que no fundo fala sobre cinema, e poucos diretores tem tanto respeito à sétima arte quanto Tarantino. É possivel ver o amor com que ele trata o cinema em cada cena. A cada momento a história nos apresenta personagens novos e faz pensar sobre a importância de cada um para o contexto. Só senti falta de uma participação maior dos bastardos no filme, o roteirista e diretor já teve dificuldade de transformar a trama em um roteiro cinematográfico (chegou a pensar em fazer dela uma série) e ainda teve que cortá-lo para não estourar as 2h:28 de limite de tempo dado pelo estúdio. O jeito é esperar uma versão extendida em DVD do longa que Quentin Tarantino definiu como "O filme que você tem que ter em sua coleção", e eu vou ter, ao lado de Pulp Fiction e Kill Bill.



19h42 |




Rede Globo recebe 5 indicações ao Emmy Internacional

  Essa semana, na manhã do dia 5 de Outubro foram anunciados em Cannes os finalistas do Emmy Internacional, o Oscar da TV não americana (porque toda premiação é chamada de "O Oscar da/de/do"?).  A Rede Globo de TV levou 5 indicações e vai concorrer com produções inlgesas, alemãs, japonesas, francesas e até filipinas. Os indicados foram: Caminho das Índias (melhor novela), Maysa - Quando Fala o Coração (melhor minisérie), Por Toda Minha Vida - Mamonas Assassinas (melhor programa de arte), Ó Paí Ó (melhor comédia) e O Natal do Menino Imperador (melhor infatil).

  Como esperado o folhetim das 20:00h não poderia ficar de fora. Com uma arte magnífica, interpretações explendidas, uma técnica perfeita e um roteiro muito chinfrim a novela brasileira abocanhou uma indicação repetindo o feito de Paraíso Tropical em 2008. Merecido? eu acho que sim. No geral foi um bom produto, apesar da autora se perder algumas vezes (tá... fui amigo da Glória Perez agora...) foi interessante e divertido acompanhar a saga de indianos de mente fechada e obsecados pelo material (ao contrário do que se sabia sobre a cultura antes da novela). O mais marcante nessa obra, foi a fraca pesquisa com a que ela foi escrita. Glória (que havia feito um trabalho belissimo em "O Clone" e "América")retratou uma Índia retrógrada, atrasada, materialista e mesquinha... Justamente o oposto dos princípios do Satyagraha (não, nada a ver com a policia federal....) aplicados por Gandhi no país durante a independência. Indianos chegaram a reclamar que ela estaria mostrando uma Índia de 60 anos atrás e a roteirista teve a pachorra de dizer que tudo foi muito bem pesquisado em orkuts e facebooks, pelo visto foi um fake que adcionou ela. Mas ainda bem que o resto da equipe não cometeu o mesmo erro, os cenários e os figurinos estavam impecáveis e a técnica deu show. Foi trazida uma Indiana como consultora para assuntos de India (que cometi a gafe de dar os latinos dois beijinhos na buchecha quando me foi apresentada na festa de encerramento da novela) para instruir os atores e fez muito bem a função. Enfim, valeu a indicação mais pela qualidade do programa do que pela narativa, Agora é torcer pra que não se repita o episódio do ano passado quando nenhum dos 5 brasileiros indicados conquistou uma estatueta sequer.



16h26 |




No limite.... da paciência

  Esse ano a Rede Globo tentou reviver o antigo sucesso de audiência "No Limite", versão nacional de "Survivor" da People + Arts, resultado: fracasso! Não que o público não estivesse a fim de ver mais um bando de gente em um sol escaldante, lutando por comida de novo; é que foi chato mesmo... O diretor Boninho como sempre exibiu sua vasta e total falta de competência, não trazendo novidades e incluindo idiotices como de costume.  Se a audiência na estréia ja foi decepcionante ( 24 pontos contra 47 do primeira versão) o fim traria "surpresas" piores. Após um final insosso onde nem mesmo a vencedora de 500 mil reais demonstrou qualquer tipo de animação e todos pareciam rezar para aquilo acabar logo, encerraram o programa de modo frio marcando míseros 17 pontos no IBOPE (ou seja, maior parte de quem começou a ver não terminou).

   Até aí tudo bem, Som e Fúria foi uma obra de arte e também não deu retorno, mas ficou visível que esta edição de "No Limite" foi um "esquenta" para o "Big Brother". Eles não se contentam com um BBB por ano e recorrem a similares pra tentar fazer um dinheiro, afinal é o que o público gosta, né? Se contarmos com 10 Big Brothers + 4 No limites e todos os "Famas", "Idolos", "Fazendas" e outros teremos uns 50 realitys e um exercito de quase famosos se degladiando para aparecer no TV Fama. Não sei vocês, mas eu não aguento mais isso, a criatividade morreu só por causa da desculpa "tá dando audiência". 

 



15h04 |




Migrei o blog para o sistema da UOL por motivo de compatibilidade. O Televisionário nasceu pura e simplismente da votade de criticar a midia audiovisual, por parte de um estudante de Rádio e Tv, metido a cinéfilo e que ainda não é ninguem. Quem nunca ficou revoltado em frente a televisão? Quem nunca achou um erro (ou conceito) em um filme? Quem nunca sentiu vontade de aniquilar o João Kleber ( ou equivalentes) quando ele exibia toda sua falta de ética? Pois é leitores (se houver algum), não prescisa ser pago por um jornal famoso ou uma grande revista para ser critico. Cria um blog! É claro que voce nao vai receber por isso, não vai ganhar convites para pré-estreias, não vão puxar teu saco, não vai vai fazer nenhuma atriz sebosa chorar... Mas pelo menos, vai aclamar quem faz por onde e meter o pau em quem merece!
Sejam bem vindos e espero corresponder as expectativas ( se estas existirem) e fazer criticas justas e construtivas.



14h46 |




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